Paladinos do Novo Tempo,
Comunicamos a próxima reunião e palestra do MBE- MOVIMENTO BRASILEIRO DE ECOVILAS- Depto. do Distrito Federal
PARA VOCÊ QUE QUER TRABALHAR POR UM NOVO MUNDO.
Data: Sábado, 19 de março de 2012.
Local: União Planetária – no Lago Norte. QL 13, Conjunto 5 Casa 19.
Horário: Das 14:00 as 16:30 co  extensão informal até as 18:00.
Entrada franca.
Temas:
. Propósitos e filosofia do MBE.
.A Estratégias das Ecovilas e o novo conceito de ocupação realment sustentável e consciente da terra.
.Um Novo Modelo Civilizatório.
.Um sistema eubiótico de vida e saúde
.Extensão da Diretoria do MBE.
Planos de Ação.
Solicitamos confirmar sua presença e a divulgação deste convite para seu mailing particular, para pessoas identificadas com a nossa proposta. Para o pessoal de outras regiões, podemos marcar eventos semelhantes do MBE no seu local.
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Ecovilas, Sustentabilidade e Consciência Planetária

Marcio Bontempo
Médico sanitarista, autor e Presidente do Movimento Brasileiro de Ecovilas.

As ecovilas, através de um sentido e um espírito de comunidade, podem restaurar em profundidade a dignidade humana.  Fritjof Capra

Hoje o tema da vez é “desenvolvimento sustentável”, porém são muitos os questionamentos sobre a real sustentabilidade de um desenvolvimento que tem como fundamento uma economia de mercado, cujas metas sejam apenas o crescimento material, a produção e o consumo. Para ser realmente sustentável, o desenvolvimento precisaria ser economicamente factível, ecologicamente apropriado, socialmente justo, mas essa não é a realidade que observamos hoje no mundo. Qualquer desenvolvimento que não levar em conta esses aspectos, será essencialmente insustentável.
Segundo a ONU, desenvolvimento sustentável é aquele que vai de encontro às necessidades do presente, sem comprometer o direito e a possibilidade das gerações futuras irem de encontro às suas. No entanto, constatamos hoje o contrário, pois nosso comportamento perante os recursos naturais finitos está pondo em risco a vida e a viabilidade das gerações vindouras. Por isso, desde meados do século passado, e agora no início do milênio, cresce o consenso de que, se quisermos sobreviver como espécie, temos que aprender a viver de forma adequada, sob a perspectiva de uma prosperidade não material, com valores humanistas e espirituais.
Nas últimas décadas tem crescido a compreensão de que a avaliação do PIB – Produto Interno Bruto dos países é inadequado como medida da felicidade humana. Com base nisso, existem propostas de mudança para paradigmas que se baseiem numa visão integrada, ou holística da vida. E nesse âmbito está o conceito das ecovilas.
Ecovilas são comunidades organizadas, preferencialmente rurais, compostas por pessoas que se identificam em ideais ou princípios, que procuram viverem harmonia com as leis naturais, através de um estilo de vida ambiental, economica e socialmente sustentável. No escopo das ecovilas estão itens como a produção orgânica dos alimentos, a geração de energia limpa, o destino adequado dos resíduos sólidos e líquidos, a reciclagem e o reuso, a economia solidária e de troca, a recuperação de áreas degradadas e a conservação das florestas e mananciais de água.
Hoje existe um movimento mundial de integração das ecovilas, que surgiu com o objetivo consciente de se caminhar em direção a uma sociedade de comunidades sustentáveis. Ele se consubstancia nos mesmos princípios e bases das mais recentes conferências das Nações Unidas, desde a Eco 92, no Rio de Janeiro. Em 1995, num encontro histórico realizado na Fundação Findhorn, o conceito de ecovilas foi discutido amplamente, definido e lançado globalmente. Nessa ocasião, foi estabelecida a Global Ecovillage Network – GEN (Rede Global de Ecovilas), com um secretariado internacional na Dinamarca e três regionais: nos EUA, cobrindo as Américas, na Austrália, cobrindo a Oceania e a Ásia e na Alemanha, cobrindo o continente Europeu. Milhares de pessoas aderiram à ideia e formaram ou procuraram ecovilas para viver, centenas de iniciativas e eventos uniram-se à Rede desde sua criação, criando um conceito que tem sido chamado globalmente de “revolução do habitat”.
Segundo a Global Ecovillage Network “Ecovilas são comunidades rurais ou urbanas de pessoas que buscam integrar um ambiente social assegurador de um estilo de vida de baixo impacto ecológico. Para atingir este objetivo, as ecovilas integram vários aspectos do projeto ecológico, permacultura, construções de baixo impacto, produção verde, energia alternativa, práticas de fortalecimento de comunidade e muito mais”.
Segundo Jonathan Dawson, educador e autor na área de sustentabilidade, residente na ecovila Findhorn, na Escócia, as ecovilas estão engajadas na transformação de valores, com base em quatro pilares que alimentam a mudanças de paradigmas da civilização:
• Desvincular crescimento de bem-estar.
• Reunir as pessoas do lugar onde vivem.
• Afirmar valores e práticas nativos.
• Propor uma ética educacional holística e experimental.
Sob nosso ponto de vista, são três as bases conceituais que sustentam a ideologia das ecovilas:
1- A vida em harmonia com a natureza e suas leis.
2- A convivência fraterna e solidária.
3- Um estado de consciência elevada.
Esses pilares e essas bases tem motivado o surgimento de comunidades que buscam uma vida fundamentada numa relação harmônica com as leis da vida. Com o aprofundamento da crise econômica, ecológica e social, diversas experiências conduzidas pelas ecovilas estão agora tendo sua relevância cada vez mais reconhecida por setores bem mais amplos do que aqueles limitados aos mais radicais e à margem do sistema.
Uma das propostas do movimento mundial das ecovilas é o “êxodo urbano”, com foco no assentamento humano em área rural. As cidades são locais complexos, geradores de excessos de resíduos, de poluição, de violência, além de outros fatores que afetam principalmente a saúde humana e animal. Há muitos projetos e iniciativas em andamento para reverter o impacto de uma grande, média ou pequena cidade sobre o meio ambiente, porém, se as cidades não pararem de crescer, pois mais eficazes que sejam essas iniciativas (incluindo reciclagem de lixo, produção de energia limpa, tecnologias redutoras da poluição, etc.) cada novo metro de uma cidade que se desenvolve destruirá alguma coisa na natureza, agredirá gradativamente o meio ambiente de alguma forma e afetará a saúde humana de algum jeito.
Os aglomerados humanos, principalmente nas megalópoles, expressam um quadro degradante, marcado pela vida agitada, trânsito caótico, estresse, violência, má qualidade de vida, onde, freneticamente, as pessoas buscam a felicidade e o bem-estar, porém adotando um comportamento que as afasta cada vez mais disso.
A filosofia que alimenta o ideário das ecovilas, mostra que um pequeno grupo humano, habitando um espaço geográfico de modo ordenado e planejado, consciente e respeitoso, é a forma de se viver menos impactante possível e realmente sustentável.
O Brasil, pela sua riqueza e exuberância de biodiversidade, é um país de vocação natural para a formação o incremento de ecovilas, sendo que aqui existem muitas, inclusive algumas com mais e vinte anos de existência. Temos aqui o Movimento Brasileiro de Ecovilas, que nasceu em 2011 e tem como finalidade a integração das comunidades brasileiras e estas com o movimento internacional.
A ideologia do Movimento Brasileiro de Ecovilas é a promoção da transição da sociedade para formas sustentáveis de vida e de uma mentalidade global integrada, fundamentada em um modelo de ética compartilhada, uma cultura de paz e uma perspectiva planetária de cidadania.

08 de Outubro de 2011 – Encontro Mensal do Movimento Brasileiro de Ecovilas

Participe dos nossos encontros mensais e junto-se a nós:
Próximo Encontro: Dia 8/10/2011 Sábado as 15:00 na Sociedade Brasileira de Eubiose L2 Norte SGAN 603 s/n lt C
Brasília – DF, 70830-902
(0xx)61 3226-0896

Teremos um debate entre os membros da Coordenação do movimento com convidados especiais e a participação integral do público com o tema:

Ecovilas – A situação do mundo – A crise econômica e suas causas – Propostas e estratégias para uma nova vida na Terra e a Transição Planetária.

Convidados especiais:
Dr. Rogério Fernandes – Ministério do Meio Ambiente.
Carlos Bontempo – Consultor Ambiental
Francisco Índio – Líder da etnia Tabajara do DF
Heitor de Andrade – Poeta da Ecologia
Fábio Pontes Coelho – Doutor em Ciências Políticas
Você e seus amigos e parentes
Outros

Guerreiros do Arco-íris

“Quando a terra é devastada e os animais estão morrendo, uma nova tribo de pessoas virá para a terra de muitas cores, classes, credos, e que por suas ações e atos devem torná-la verde novamente. Eles serão conhecidos como os guerreiros do arco-íris.”

Profecia Nativa Americana

Mais um Encontro Mensal do Movimento Brasileiro de Ecovilas

Companheiros de jornada,

Mais um encontro mensal do MBE aconteceu no último sábado, aqui em Brasília. Inspiradora, a reunião foi abrilhantada pelos depoimentos de Luca Cornago, trazido pela Cris Xavier, que falou sobre as tecnologias e procedimentos ecosustentávies nas ecovilas da Itália. Juliana Faber, ou Julie, como todos a chamam, deu a sua graça falando sobre a experiência de dois meses e meio na ecovila de Tamera, em Portugal. Muito inspirada a palestra da Julie, que além de falar sobre algumas tecnologias usadas em Tamera, com a ajuda do Boris, na descrição dos modelos de produção de energia, explicou como se dão as relações pessoais/sociais na ecovila portuguesa, as reuniões diárias de conversas entre as pessoas da “tribo”. E a importância da água na ecovila, como ela é vista e como ela é tratada. Enfim uma verdadeira aula sobre Tamera.
Marcio Bontempo deu alguns conceitos sobre a necessidade da preservação da saúde nas ecovilas além de discorrer rapidamente sobre os casos de emergência. Esse tema será tratado no curso que começa a ministrar em meados de agosto em Porto Alegre e brevemente aqui em Brasília. E , por fim, Luiza de Marillac falou sobre a fruta jambo e suas propriedades, deliciando a todos com degustação de doces, suco, licor e geléia de jambo ao final do encontro. Obrigada a todos que nos honraram com suas presenças. E a rede vai crescendo…até o próximo encontro.

Marilena Chiarelli.

Encontro Mensal do Movimento Brasileiro de Ecovilas

Neste sábado, dia 6 de agosto, teremos o encontro mensal do Movimento Brasileiro de Ecovilas, das 14 às 16:30h. Em função do grande número de pessoas, faremos a reunião no Colégio do Sol,no CA6 do Lago Norte; a sala da Sociedade Brasileira de Eubiose ficou pequena para acomodarmos todos com conforto.

Programação:

Dr Marcio Bontempo, Presidente do MBE :  A preservação da saúde nas ecovilas.

Juliana Faber:  recém chegada da Europa, fala de sua experiência na ecovila de Tamera, Portugal.

Cris Xavier:  fala de sua experência nas ecovilas da Itália .

Luiza de Marilac: fala sobre o aproveitamento do jambo, um riquíssimo e quase desconhecido fruto e encerra com degustação de alimentos preparados com jambo.

A última meia hora é reservada para debates e troca de experiências.

Contamos com todos. Pedimos o obséquio de divulgar para suas listas e se quiserem, trazer novas pessoas

Mais informações pelo telefone: 61 38792770

Coordenação do MBE

Carta da Terra

Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro reserva, ao mesmo tempo, grande perigo e grande esperança. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio de uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos nos juntar para gerar uma sociedade sustentável global fundada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade de vida e com as futuras gerações.

Preâmbulo da Carta da Terra

Sobre o MBE

O MBE é um espaço de interação de pessoas e organizações ligadas e/ou interessadas na questão das Ecovilas/Permacultura/Transição Planetária.

Traga suas idéias, projetos, textos e tudo que possa enriquecer o movimento.

Palestra de apresentação do Movimento Brasileiro de Ecovilas, Dr. Marcio Bontempo, Brasília-Janeiro de 2011.

Nasceu  em  Brasília em janeiro de 2011 o Movimento Brasileiro de Ecovilas, Permacultura e Transição Planetária, cujo objetivo é congregar e integrar as ecovilas e núcleos similares existentes no Brasil, visando sua inserção no movimento mundial de ecovilas.

O Movimento, cuja sigla é MBE, nasceu do interesse de algumas pessoas de se organizarem e preparar seus futuros para experienciar um sistema de vida harmônico com as leis naturais e com a Ordem do Universo. São pessoas movidas pela constatação de que o modelo civilizatório vigente é equivocado e responsável tanto pela destruição da natureza quanto da miséria existencial humana, e que é necessário trabalhar pela estruturação de um novo modelo, onde  se ressignifique a vida e a relação do homem com a natureza e entre os próprios seres humanos.  Segundo seus líderes, o atual sistema de coisas esgotou todas as suas possibilidades de superar a situação caótica em que vivemos, de evitar o colapso ambiental, social, econômico e espiritual em que estamos mergulhados.

O MBE é composto de pessoas experientes, que já militaram ou atuam em diversas frentes, sejam sociais, políticas, ambientalistas, espiritualistas, humanistas, etc. O MBE que hoje conta com representantes em diversos estados e regiões do país, foi idealizado pelo Dr. Marcio Bontempo, médico sanitarista e ambientalista, veterano no movimento de eco-comunidades, que hoje lidera o movimento, juntamente com nomes de destaque nesta área, como o engenheiro agrônomo Valdo França, o oceanógrafo e ambientalista Alex Dumont, a educadora Marilena Chiarelli, entre outros, todos com formação e experiências multidisciplinares nas mais diversas áreas, o que dá ao MBE uma ampla permeabilidade em muitas instâncias das atividades humanas. Entre as nossas metas do Movimento está o mapeamento, o cadastramento, a organização e a disponibilização das informações sobre as ecovilas existentes no país e no mundo.

Em Brasília o MBE oferece encontros semanais com interessantes palestras e círculo de debates sobre o tema. Nos encontros são tratados assuntos de grande importância para o momento em que estamos vivendo em Brasília e no mundo, envolvendo temas como sustentabilidade, socioambientalismo, saúde, ocupação da terra, permacultura, alimentação e agricultura orgânica, vida em comunidades rurais e eco-comunidades, estratégias para a manutenção da vida em situações de possívels desastres naturais e desabastecimento, estruturação de ecovilas e ecoaldeias similares, bioconstrução, agricultura ecológica, convivência harmônica em grupos, transição planetária, economia solidária e informal, tecnologia alternativa sustentável, primeiros socorros e tratamentos com recursos naturais, planificação de metas para a vida numa ecovila, e muito mais.

Esses encontros visam não somente oferecer e trocar informações específicas sobre a nossa ideologia e metas, como incorporar mais pessoas identificadas com esses mesmos ideais. A participação é livre, aberta  a todos que se interessem pelo assunto e tenham alguma contribuição a dar, seja na forma de informações ou trabalho.

Matéria publicada no Jornal Lótus, junho de 2011.

Movimento Nacional de Ecovilas

Notícia dda mídia:

Ecovilas e Permacultura – Durante Fórum, palestrante anuncia movimento para integração das comunidades sustentáveis em todo o país (04/06/2011 – 12:06)
Foi lançado nesta sexta-feira, 3 de junho, durante a Semana do Meio Ambiente, o Movimento Nacional de Ecovilas. De acordo com o assessor do Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do DF (Ibram), Márcio Bontempo, existem no Brasil hoje cerca de 200 comunidades sustentáveis. O anúncio do lançamento foi feito por Bontempo durante o Fórum Ecovilas e Permacultura – Estratégias para um novo modelo civilizatório realizado durante a 1ª Exposição Oportunidades Ambientais, que acontece até 5 de junho na Concha Acústica, em Brasília.

O Movimento Nacional de Ecovilas surgiu há cerca de quatro meses e conta com o apoio de instituições como Ibram, Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do DF (Semarh), Administração Regional do Lago Norte e WWF. Segundo Bontempo, o Movimento visa realizar o mapeamento, cadastramento, organização e disponibilização de informações sobre as ecovilas existentes no Brasil e no mundo.

Até o final do ano deve ser lançado um Almanaque sobre o tema, que além de trazer informações sobre as ecovilas, reunirá dados relacionados à bioconstrução, ervas medicinais e alimentação orgânica. “O Almanaque possibilitará a captação de recursos necessários para disponibilizar a infraestrutura de que o Movimento Nacional precisa. Assim será possível por exemplo que seus membros visitem ecovilas por todo o país”, destacou Bontempo.

“Está em andamento uma revolução”

As ecovilas são comunidades sustentáveis ou autosustentáveis que existem, de preferência, no meio rural. Segundo Bontempo, “diferente das cidades, cheias de asfaltos, trânsito e onde as pessoas vivem estressadas, é este ambiente telúrico e magnético que oferece aos seus membros uma convivência harmônica não só com a natureza, mas entre todos que ali estão”. Para ele, “a cidade é a antítese da vida”.

Da mesma forma, a permacultura consiste em um método holístico que permite planejar, atualizar e manter sistemas de escala da vida humana em vilas, aldeias e comunidades ambientalmente sustentáveis, socialmente justas e financeiramente viáveis.

Para Bontempo, estes dois conceitos indicam um novo movimento civilizatório onde a proposta é a integração social. “Diferentemente do que existe hoje nas cidades, em que as pessoas vivem em guetos, a ideia das ecovilas é aproximar os cidadãos e suas diferenças”. Atualmente, países como Portugal, Escócia, Estados Unidos e Irlanda já possuem ecovilas. Segundo Bontempo, as mudanças na sociedade dependem ainda de uma mudança do atual modelo econômico. “O desenvolvimento não é sustentável. O crescimento ordenado pode ser”, completou.des sustentáveis. O anúncio do lançamento foi feito por Bontempo durante o Fórum Ecovilas e Permacultura – Estratégias para um novo modelo civilizatório realizado durante a 1ª Exposição Oportunidades Ambientais, que acontece até 5 de junho na Concha Acústica, em Brasília. O Movimento Nacional de Ecovilas surgiu há cerca de quatro meses e conta com o apoio de instituições como Ibram, Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do DF (Semarh), Administração Regional do Lago Norte e WWF. Segundo Bontempo, o Movimento visa realizar o mapeamento, cadastramento, organização e disponibilização de informações sobre as ecovilas existentes no Brasil e no mundo. Até o final do ano deve ser lançado um Almanaque sobre o tema, que além de trazer informações sobre as ecovilas, reunirá dados relacionados à bioconstrução, ervas medicinais e alimentação orgânica. “O Almanaque possibilitará a captação de recursos necessários para disponibilizar a infraestrutura de que o Movimento Nacional precisa. Assim será possível por exemplo que seus membros visitem ecovilas por todo o país”, destacou Bontempo. “Está em andamento uma revolução” As ecovilas são comunidades sustentáveis ou autosustentáveis que existem, de preferência, no meio rural. Segundo Bontempo, “diferente das cidades, cheias de asfaltos, trânsito e onde as pessoas vivem estressadas, é este ambiente telúrico e magnético que oferece aos seus membros uma convivência harmônica não só com a natureza, mas entre todos que ali estão”. Para ele, “a cidade é a antítese da vida”. Da mesma forma, a permacultura consiste em um método holístico que permite planejar, atualizar e manter sistemas de escala da vida humana em vilas, aldeias e comunidades ambientalmente sustentáveis, socialmente justas e financeiramente viáveis. Para Bontempo, estes dois conceitos indicam um novo movimento civilizatório onde a proposta é a integração social. “Diferentemente do que existe hoje nas cidades, em que as pessoas vivem em guetos, a ideia das ecovilas é aproximar os cidadãos e suas diferenças”. Atualmente, países como Portugal, Escócia, Estados Unidos e Irlanda já possuem ecovilas. Segundo Bontempo, as mudanças na sociedade dependem ainda de uma mudança do atual modelo econômico. “O desenvolvimento não é sustentável. O crescimento ordenado pode ser”, completou.

A Tribo

A comunidade original de humanos não é a família, mas a tribo. A comunidade original é o recipiente humano na qual a vida humana, incluindo a família, está incluída. É parte do que eu chamo a matriz sagrada, inerente à vida. Nela, a ordem Cósmica se conecta com a ordem social. A Comunidade não é apenas parte de algum tempo ou cultura, mas uma parte integrante de nossa existência humana social que resiste além da história. Comunidade é a entidade social natural que sofreu o maior dano. É uma parte necessária do todo que foi destruído mundialmente. Onde quer que pessoas fossem seqüestradas, escravizadas ou vendidas, comunidades foram aniquiladas destruindo os nervos de vida de povos inteiros. Esse processo começou com a invasão das pessoas de Kurgan sobre o rio neolítico,  7.000 anos atrás e continuou com a aniquilação dos povos nativos americanos pelos invasores europeus durante o 17º século e que continua até os dias de hoje, quando os últimos povos indígenas em todos os continentes estão sendo expulsos de seus habitats naturais em nome de interesses comerciais. O desaparecimento da comunidade humana deixou para trás uma ferida aberta na civilização humana. É através da destruição da comunidade, que os seres humanos perderam sua autêntica moralidade e seu senso de responsabilidade. Pessoas foram separadas de suas comunidades orgânicas e passo a passo isso também os separou de suas dignidade próprias, de seus conhecimentos mais elevados e de suas mais elevadas aspirações de vida. Comunidade foi e é o terreno natural de crescimento da confiança e da solidariedade. Se este húmus se perde o ser humano desarraigado se torna violento. Comunidade é um estágio intermediário na escala da vida que não pode ser pulado, pois conecta o indivídual com uma ordem superior e proporciona o senso do todo. Uma comunidade saudável reflete uma ordem universal.

Vine Deloria Jr  /  Líder espiritual nativo da América do Norte

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